Open banking: saiba como funciona e quais são as vantagens

O Conselho Monetário Nacional (CMN) através do Banco Central do Brasil (Bacen) aprovou as regras do Open Banking no Brasil. Mas, você sabe o que isso quer dizer na prática? O sistema começou a valer desde novembro de 2020 e mesmo assim tem quem não o conheça. 

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A ideia é que o open banking mude a maneira que o mercado financeiro atual funciona. Logo, não apenas os grandes bancos e grandes instituições financeiras terão acesso aos dados dos clientes, mas também outras empresas, como fintechs, plataformas de crédito, etc. 

Open banking: saiba como funciona e quais são as vantagens
Foto: (reprodução/internet)
  • Entenda o que é open banking
  • A integração dos dados no mercado financeiro 
  • As empresas participantes do open banking
  • O consumidor será obrigado a consentir os seus dados?
  • As fases da implementação do open banking
  • O open banking é um banco digital?
  • Os benefícios do open banking
  • Os custos menores
  • As taxas menores
  • A diversificação das fontes
  • A autonomia do cliente
  • O valor agregado
  • A melhor experiência do usuário

Entenda o que é open banking

Na introdução acima, você pode ter ficado meio confuso quando falamos em “dados dos clientes”. Só que pode ficar tranquilo porque para nós, enquanto pessoas físicas, não há muito o que vai mudar quanto à isso. Open Banking é Banco Aberto, na tradução.

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E isso significa que o conceito implantado vai permitir que o mercado financeiro, como um todo, acesse as mesmas informações, sem privilegiar os bancos, apenas. Logo, para o consumidor, isso tem a sua vantagem: permite maior leque de possibilidades.

Mas possibilidades do quê? De tudo o que tem no mercado financeiro, o que vai de cartão de crédito até empréstimos, por exemplo. Sendo assim, todas as instituições regulamentadas poderão fazer avaliações sobre os pedidos dos consumidores, através da análise de dados.

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A integração dos dados no mercado financeiro 

Agora, um ponto importante sobre esse “sistema”. A ideia é que exista uma integração maior dos dados entre os bancos. O que vai ser bom porque hoje a gente tem um conceito muito fechado. Ou seja, todo mundo tem que ter uma conta em banco para movimentações, certo?

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Com o open banking é como se a pessoa pudesse interagir com várias plataformas financeiras, de bancos ou não. Ou seja, ela poderá usar uma conta para pagar um serviço sem que tenha que abrir o aplicativo do Itaú ou do Banco do Brasil, por exemplo. 

É algo como aconteceu com o Google Maps. Você já percebeu que ele pode ser usado dentro de vários outros aplicativos, como no Uber, no WhatsApp, etc? A ideia é justamente essa: que a sua conta bancária interaja com outros aplicativos também. 

As empresas participantes do open banking

Considerando essa teoria, fica bem claro notar porque os grandes e médios bancos não ficaram muito felizes com a ideia, certo? De todo modo, a participação deles, que hoje são detentores das informações exclusivas dos clientes, será obrigatória. 

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Por outro lado, as fintechs poderão optar por participar ou não. Para o Bacen, a ideia tem tudo para dar certo, a se começar pelo fato de que vai aumentar a competitividade do sistema financeiro no país. Mais fintechs devem entrar no mercado e oferecer mais produtos/serviços. 

Além do mais, eles falam em otimização de processos no mercado, o que tornaria mais viável e menos exclusiva as informações. Veja o que eles dizem: “Isso traz benefícios como o acesso a serviços financeiros mais adequados ao perfil do cliente, que poderá fazer escolhas”. 

O consumidor será obrigado a consentir os seus dados?

Agora, uma dúvida que pode estar permeando a sua cabeça: será que eu preciso fornecer ou aprovar os meus dados obrigatoriamente? Não. O Bacen, com base na Lei Geral de Proteção de Dados, diz que a ideia é padronizar as normas e as práticas, para que isso seja seguro. 

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Logo, o compartilhamento de dados será definido conforme o consentimento do cliente. Assim, o titular dos dados poderá revogar esse consentimento quando quiser, sendo que as instituições poderão, portanto, conservar os dados de forma legal.

Durante todo processo haverão etapas de consentimento. Isso passará pela autenticação e confirmação, por exemplo. Cada instituição deverá seguir as normas vigentes, as políticas de segurança e os mecanismos de controle. 

As fases da implementação do open banking

Apesar de já ter sido aprovado, o open banking ainda não está totalmente ativo. Isso porque o projeto exige etapas. Ou seja, fases. O processo se iniciou em 30 de novembro e deve permanecer por 12 meses, sendo que até o fim de 2021 estará funcionando de forma plena. 

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Ao todo serão 4 fases para a implementação. A primeira delas é sobre os dados dos produtos e dos serviços que atualmente são oferecidos pelas instituições. Depois, vem os dados cadastrais dos clientes, que deve acontecer até maio. Só haverá compartilhamento com autorização

Já a fase 3 é sobre os dados transacionais do cliente. O que é isso? Tem a ver com as primeiras transações de pagamentos entre as instituições. Por último, vem os serviços, onde se inicia os serviços de pagamentos, de investimentos, de câmbio, de seguros, etc. 

O open banking é um banco digital?

Aqui a gente trouxe outra dúvida comum. E não, o open banking é um processo e não um banco digital. Assim sendo, o banco digital é uma fintech que está a todo vapor no mercado financeiro. É um banco, de fato, só que em formato digital, online, rápido, simples. 

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Já o open banking não oferece serviços exclusivamente online, como o banco digital. E nem mesmo permite a abertura de contas, pedidos de cartão, pagamentos, etc. Ele é uma evolução no sistema financeiro, que é mais amplo e permite o compartilhamento de dados. 

E para quem está desconfiado, considere que esse sistema funciona muito bem no Reino Unido. Por lá, a troca de dados entre os bancos é comum e acontece também entre fintechs e consumidores. Lá há um órgão que cria o consenso, o Open Banking Implementation Entity.

Os benefícios do open banking

E para terminar o assunto não nos resta outra forma se não falar dos benefícios, especialmente visando os consumidores, sobre esse sistema. Afinal, tem muita gente desconfiada sobre ele. E você, o que acha? Também está desconfiado?

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Uma forma de avaliar os pontos é conhecendo os benefícios previstos nos estudos que foram criados. De um lado, ao que parece, os benefícios são apenas do consumidor, mas não. Os bancos também podem ver vantagens e é isso que torna o projeto viável. 

Lembre-se, ainda, que se trata de um processo que passa por regulamentação. Inclusive, essa padronização é o grande desafio e, por isso, tudo foi pensado em etapas, como acabamos de mencionar acima. Então, vamos às vantagens e benefícios do open banking. 

Os custos menores

Para os bancos, os custos serão menores. Isso porque o open banking vai permitir o uso da tecnologia dos APIs, que são focados em reduzir o número de intermediários para os processos. Logo, se reduz o intermediário também reduz o custo. 

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Além do mais, o processo será mais rápido, o que também inclui uma economia de tempo e, consequentemente, de dinheiro. 

As taxas menores

Do lado do consumidor, a gente tem como principal vantagem o fato de a taxa ser menor. Isso porque ao ter informações divulgadas para várias empresas, ele cria a chance de encontrar um produto mais barato ou serviço, como empréstimos e cartões. 

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O motivo: o aumento da concorrência. Assim sendo, os clientes terão mais opções, mais possiblidades e poderão evitar, inclusive, aquelas taxações que são abusivas até hoje. 

A diversificação das fontes

Voltando para os bancos, considere outra vantagem: eles serão beneficiados com a redução dos custos e com o aumento da diversificação das fontes de receitas. Isso porque eles terão canais diferentes para oferecer os produtos. 

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Foto: (reprodução/internet)

Por exemplo, o cliente não terá que passar por processos burocráticos, já que terá acesso ao mesmo produto do banco em vários canais. Isso aumenta as chances de venda. Inclusive, de produtos que não fazem parte do core business.

A autonomia do cliente

O ganho de autonomia do cliente também tem o peso de importância. Sendo assim, eles poderão escolher mais entre os produtos e serviços. Sem contar que não precisarão ficar passando por processos burocráticos longos, como de mudança de banco. 

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Isso torna viável a integração entre bancos e fintechs, automatizando transações. 

O valor agregado

Estima-se e espera-se que com essa competitividade, tanto bancos como fintechs e outras financeiras, criem um valor agregado maior para os seus produtos/serviços. Isso porque as operações da empresa estarão mais diversificadas. 

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Logo, como dados compartilhados e maior chance de escolha dos clientes, essas empresas precisarão ser mais eficientes na prestação de serviços e no atendimento. 

A melhor experiência do usuário

Por último, não parece haver dúvidas de que todos os benefícios vão chegar um só lugar: a melhor da experiência do usuário. Assim, haverá um favorecimento de demandas por serviços, como tem acontecido com Netlix e Spotify no mercado de entretenimento.

No caso do sistema financeiro, acredita-se que os produtos serão ofertados em várias plataformas, como naquelas especializadas em determinados serviços, como de seguros ou de empréstimos pessoais, por exemplo. Isso aumenta a opção de escolha do consumidor.