Porque a maioria das pessoas gastam mais do que ganham? Entenda

Quem nunca sofreu no início de mês, quando começa a chegar os boletos e de repente você vê todo o seu pagamento indo embora só pagando as contas. Infelizmente, essa é a realidade de muitas pessoas, mas por que será que gastamos mais do que ganhamos?

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Seja pela falta de um planejamento financeiro, por impulsividades ou inúmeras compras no cartão de crédito, a maioria das pessoas não veem suas economias indo embora e quando dão por si estão cheias de dívidas. É preciso entender esse cenário para revertê-lo e começar a ter uma vida financeira saudável.

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Neste artigo você vai conferir os seguintes tópicos:

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  • Saiba fazer um planejamento;
  • Cuidados com o cartão de crédito;
  • Pequenas compras;
  • Consumismo e marketing;
  • Como não comprar no impulso.

Não planejar as compras

Ter um planejamento permite que você tenha noção dos seus gastos e assim consiga organizar suas finanças. Quando compramos “às cegas” geralmente passamos do orçamento e ainda compramos coisas que talvez não eram tão necessárias naquele momento.

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Por exemplo, se você planeja a compra do mês, analisando o que tem em casa e o que falta ou precisa completar para fazer uma lista, é muito difícil que algo saia errado e você chegue com coisas a mais. O mesmo vale para compras maiores, se você se organizar financeiramente e pesquisar entre os melhores preços, é difícil comprometer seu orçamento.

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Geralmente, a falta de gestão financeira se inicia quando a pessoa começa a ganhar seu próprio dinheiro, e se anima para comprar suas “coisinhas” e, assim, não realiza um controle do que entra e sai das suas economias, e nem faz um reserva para eventuais emergências

Portanto, um bom planejamento financeiro faz com que seu dinheiro trabalhe a seu favor, além de ser aliado a qualquer compra bem-sucedida. Tudo precisa ser planejado antes. 

Estabeleça um limite de gastos

Lembre-se que com o endividamento virão consequências negativas, como nome sujo, estresse, possíveis brigas, insônia, entre outras coisas. Então, procure estabelecer um limite máximo de gastos por mês e, por mais difícil que seja, não o ultrapasse.

Assim você evitará ter que correr atrás de crédito ou pegar dinheiro emprestado com alguém. Uma outra opção é, sempre que puder, deixar o cartão em casa, isso evitará a tentação de realizar compras não planejadas e gastar além do limite.

Cuidado com o parcelamento

Ter um cartão de crédito traz maravilhas para a vida financeira, porém se ela não conta com um controle na hora de parcelar suas compras, esse cenário muda completamente e vira um momento de ansiedade, estresse e preocupação sem saber como pagar o valor da fatura.

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O parcelamento no cartão é uma ótima opção se bem utilizada, então qual seria o erro em utilizar o recurso? O problema é que a maioria das pessoas realiza parcelamento sem pensar e continuam fazendo a operação até o limite acabar.

O que geralmente acontece, parcelar inúmeras compras de baixo valor pensando que não vai ficar caro depois. Contudo, o montante dessas compras atinge o limite do cartão porque as pessoas esquecem de somar o valor de todas as compras parceladas.

Isso mostra como um planejamento é necessário e que no final, o valor gasto com o cartão não precisa e nem deve ser o seu limite, ou somar um valor maior do que o que você pode pagar.

Parcele somente o que for necessário

O parcelamento é um recurso para facilitar o pagamento de um produto de alto custo, como eletrodomésticos, carro, bicicleta entre outros. Produtos que seriam impossíveis de serem comprados com seu orçamento atual e que poderiam prejudicar seu orçamento financeiro.

Esse conselho vale principalmente para as pessoas que não possuem tanto controle de gastos no cartão de crédito. Assim, avalie bem se o parcelamento é uma opção boa opção para você naquele momento e sempre tenha consciência das coisas que está parcelando.

Uma dica é aproveitar as vantagens e promoções que as empresas de cartão oferecem, como programa de fidelidade ou de milhas, cashbacks e descontos em lojas parceiras, assim você garante um retorno ao utilizar o crédito.

Limite x renda mensal

Além do problema com o parcelamento é válido ressaltar os casos em que a pessoa possui um cartão que excede sua renda mensal líquida. O ideal é que o limite do seu cartão de crédito não ultrapasse 50% da sua renda.

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Por vezes, não temos uma renda fixa mensal que permita ter um cartão com limite alto, assim se recorre a contratar 2, 3 ou até 4 serviços de crédito. Isso só leva ao acúmulo de dívidas e depois não saber como pagar.

Lembre-se que o cartão funciona como um empréstimo e que no fim a conta vai chegar e terá de ser paga, e se você não tem dinheiro suficiente para pagar, então por que ter um crédito maior que suas economias.

De olho nos pequenos gastos

Além de ficar de olho nos pequenos gastos, como os que ocorrem em corridas de Uber, lanches e compras abaixo de R$20, para não tomarem grandes proporções quando chegar a fatura. Assim é sempre bom pensar bem antes de comprar.

Com planejamento e avaliação, você evita realizar gastos por impulso, avaliar se um limite tão alto é realmente necessário e até se um cartão de crédito é preciso para comprar o que você deseja.

Talvez, fazer uma economia e juntar o dinheiro em uma poupança seja mais vantajoso do que se render a uma dívida mensal, apenas é preciso paciência e disciplina para economizar e chegar ao valor desejado, ou a maior parte dele, assim você pode diminuir o valor das parcelas.

Marketing de consumo

Constantemente somos bombardeados com propagandas de produtos e serviços para consumo, seja na televisão, rádio, internet e principalmente nas mídias sociais, onde milhares de pessoas passam a maior parte do dia, desse modo fica difícil resistir de comprar só aquilo que está no seu planejamento.

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Nos esquecemos, mas essas propagandas, anúncios e os influenciadores estão ali para nos fazer gastar em produtos. E assim, muitos são convencidos a comprar algo só porque tal pessoa famosa aprovou e gostou.

Um público que sofre constante com o marketing de consumo são os pais, são tantas propagandas de brinquedos durante os comerciais, jovens influenciando a comprar tênis e roupas de marcas famosas pelo simples fato de ser legal, que fica difícil acabar com o consumo desnecessário.

Desde pequenos somos influenciados por esse tipo de mídia, e assim somos convencidos a comprar coisas desnecessárias ou acima da margem de preço habitual, devido a questões de marca e não pela qualidade do produto.

Vencer o consumismo

É muito difícil afirmar que da noite para o dia vamos conseguir acabar com essa tendência de comprar produtos que não precisamos, é uma tarefa bem árdua, mas é possível vencer os anúncios, campanhas de marketing e promoções.

Com isso, uma boa opção para você começar a resistir a essa tentação é se conhecer bem, entender o que você gosta, seus limites (principalmente financeiros) e as suas necessidades. Assim, sempre antes de realizar uma compra, tome três informações como base e tenha uma decisão consciente.

  • Eu realmente posso comprar isso?;
  • Algum aspecto da minha vida vai ficar comprometido com essa compra?;
  • Eu realmente necessito disso?.

Essas perguntas podem te ajudar a impedir que o marketing te influencie a comprar coisas das quais nem gosta ou vá usar, pois irão fazer com que você pense duas vezes antes de comprar por impulso.

Comprar na emoção

Muitas vezes estamos estressados, ansiosos e é preciso aliviar esses sentimentos em algo, é aí que mora o problemas, pois sem pensar e na flor da emoção faz-se compras que saem do nosso orçamento. Quando o hábito não é frequente até que dá para lidar com a situação, porém quando se torna algo usual, vira problema.

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Deixar se levar na emoção pode gerar grandes problemas futuramente, pois a pessoa irá começar a comprar coisas das quais não precisa a partir de impulsos emocionais influenciados por gatilhos, situações que acontecem na vida ou até pelo marketing.

Isso pode levá-la a algo muito pior, como um quadro de comprador compulsivo. Uma outra situação é aquele amigo que se deixa levar e fala “Pode deixar que a conta eu pago”, pois deixar-se levar pelas emoções quando se tem dinheiro na conta pode ser uma terrível decisão e te fazer ficar com a conta no vermelho rapidinho.

Pensamentos como “Eu mereço comprar isso porque estou triste” ou “Só se vive a vida uma vez e preciso comemorar”, são exemplos de situações de como uma pessoa entra no vermelho rapidinho, pois são desculpas para justificar nossos gastos não necessários. Mostrando a necessidade de entender os benefícios de um controle financeiro pessoal.

Trabalhar as emoções

Assim, o controle das suas emoções trará um grande benefício para sua economia, e irá evitar que você gaste mais do que ganha por mês. Então, se questione: o que aumenta o seu desejo de comprar?

Os motivos podem ser os mais diversos possíveis, pois vai depender de cada pessoa, mas geralmente essa compra compulsiva está ligada a momentos de ansiedade, sendo uma válvula de escape. E a maneira mais simples de combater isso é se perguntando ali no momento da compra: o que te levou até ali? O que despertou essa vontade?

Além do diálogo interno, uma outra dica para te ajudar nesses momentos é não levar dinheiro ou só levar o necessário quando for para o shopping, levar o suficiente para fazer um lanche pode ajudar bastante.

Hora de organizar suas finanças

Após essas dicas e esclarecimentos, já é possível identificar o porquê do nosso dinheiro não durar tanto quanto esperamos. É necessário um planejamento financeiro, ver quais itens são necessários e quais só estão agregando déficit nas suas economias e, é claro, controle emocional na hora das compras.

Leia também: 10 dicas para aproveitar melhor o cartão de crédito.

Referências

Controle financeiro pessoal