Quando compensa "pegar" um empréstimo e como planejá-lo

Quase sempre o empréstimo é um vilão do orçamento das pessoas. Ele consome uma grande parte do orçamento e, por ter juros, acaba fazendo com que as pessoas percam dinheiro. Mas há sim algumas poucas situações em que o empréstimo pode ser bem-visto e bem-vindo. 

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Conforme a opinião de alguns especialistas no setor, alguns tipos de empréstimos podem ser bacanas porque acabam trazendo mais vantagens do que prejuízos aos contratantes. A gente encontrou essas possibilidades. Descubra se alguma delas é o seu caso. Temos 7 sugestões.

Foto: (reprodução/internet)

Para pagar dívidas mais caras

Esse é um dos casos mais típicos onde os especialistas concordam em dizer que vale a pena pegar um empréstimo no banco ou em financeiras e startups. Ainda que fazer um empréstimo nunca é bom, nesse caso, ele pode ter a sua vantagem, que é justamente financeira. 

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Se você não conseguiu poupar dinheiro e formar a sua reserva para os imprevistos e acabou se endividando, então, é hora de se atentar a dívida. A primeira coisa é saber que a dívida do cartão de crédito e do cheque especial são as mais caras do país e, talvez, do mundo. 

Logo, em muitos casos vai ser uma boa ideia você fazer um empréstimo mais barato, como é o caso do empréstimo pessoal e do consignado ou com garantias, para pagar esse mais caro do cartão ou do cheque especial. É preciso conferir as condições, mas quase sempre vale a pena.

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Para limpar o nome sujo

Esse tópico, na verdade, é um complemento do que falamos acima. Considere que mesmo que não tenha dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial pode ser que você tenha outras, seja com o financiamento estudantil, com um amigo, com a operadora do mercado, etc. 

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O fato é que também há a possibilidade de fazer um empréstimo para limpar o nome. No entanto, nem todo especialista recomenda isso. A de se considerar o fato de que ter o nome limpo não vai adiantar muita coisa se você não mudar o seu ponto de vista quanto às dívidas.

Ou seja, a finalidade não deve ser apenas de limpar o nome, mas sim a de se reorganizar financeiramente. Isso porque o novo crédito que está sendo feito precisa ser pago sequencialmente e regularmente, evitando, então, que o nome suje de novo, com a inadimplência.

Para financiar a casa própria

Para quem não se ligou, saiba que todo financiamento, de casa ou de carro, é um empréstimo de longo prazo. Assim, o banco paga a sua casa e você vai devolvendo esse empréstimo aos poucos, em parcelas. O problema é que as parcelas possuem taxas e juros.

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No entanto, para quem não quer mais viver de aluguel, mas também não tem todo dinheiro para comprar a casa à vista, o empréstimo pode ser uma boa ideia. Na verdade, ele é uma boa ideia porque é a única opção que sobra para a realização desse sonho que você tem, não é mesmo?

Nessa hora, por mais ansioso e feliz que você esteja, a dica é sobre ler muito bem o contrato, conhecer as taxas e os prazos. De todo modo, você vai pagar taxas de juros, porém, há casos em que elas são menores e com condições mais acessíveis. Consulte o CET do contrato. 

Para pagar o estudo

Mais uma ideia que pode ser bem-vinda ao se fazer um empréstimo tem a ver com o pagamento de estudos. Essa é uma opinião que vem da Planejar. Eles dizem que vale a pena pegar crédito para investir em cursos, conhecimento e experiência. Isso vale para todo tipo de curso.

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Mas isso só vai fazer sentido quando se pensa em um empréstimo de alavancagem, que pode alavancar a carreira da pessoa, por exemplo. Assim, estamos falando da possibilidade de aumentar o potencial de contratação, de promoção, de um novo emprego, um freelance. 

Há ótimos exemplos em que isso acontece: quando alguém precisa tirar uma certificação para poder trabalhar em áreas mais dinâmicas, como de investimentos. Muitas vezes, o empréstimo acaba validando esse projeto, que tem retorno na profissão ou no trabalho, de modo geral. 

Para pagar despesas não planejadas

Esse é um caso a parte, que pode ser viável para você. Pense na seguinte situação: você usou todo o limite do cartão de crédito e não tem nada guardado no banco. Então, o que acontece? A sua geladeira quebra e o conserto, que você já cotou em vários lugares, fica em R$ 500.

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Sendo assim, será que vale mais a pena fazer um empréstimo ou ficar sem usar a geladeira? Possivelmente, o empréstimo é viável porque ficar sem geladeira significa que as suas carnes congeladas vão estragar. Além disso, legumes e frutas também podem ser danificados.

O resultado é que você teria que comer fora de casa todos os dias até conseguir o próximo salário. E isso sairia bem mais caro. Então, em casos assim, mais pontuais, onde despesas essenciais exigem investimentos, o empréstimo também pode ser uma ideia boa. 

Para investir no negócio próprio

Aqui temos mais uma ideia que responde positivamente ao empréstimo como forma bacana e autêntica. Se ele for para empreender, por exemplo, pode ser visto com esse benefício. Isso porque ele vai permitir a inovação e é uma estratégia de gerar rendas, o que é bacana.

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Inclusive, dá para se pensar em abrir uma empresa no nome antes disso e acessar o empréstimo para microempreendedores, que pode ser melhor do ponto de vista das taxas de juros mais baixas. No entanto, há um grande alerta: faça tudo isso com muito planejamento.

Alguns exemplos que costumam ser viáveis são casos de fotógrafos, que querem investir em novos equipamentos ou de pessoas que fazem isso para comprar um carro para começar a trabalhar como motorista de aplicativo. Mas são apenas exemplos que citamos, está bem?

Para fazer a reforma da casa

Agora, o último tópico talvez seja o mais surpreendente de todos. É isso mesmo que você está lendo. Só que só vale para quem é organizado do ponto de vista financeiro, está bem? O ideal é que você tenha o dinheiro para fazer a reforma à vista ou pelo menos pagar a maior parte dela.

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Mas, se não tiver, saiba que o empréstimo pode ser bacana por um motivo. Pense em fazer um único empréstimo, buscando taxas menores, como é o consignado. Então, você pagará toda a reforma de uma só vez. Isso vai gerar desconto porque o pagamento à vista gera descontos. 

Além do mais, isso permite que você vá pagando aos poucos, mensalmente. A única recomendação é que você verifique se essa reforma não pode ser parcelada sem juros – ou com juros menores. Nesse caso, o empréstimo com o banco se tornaria inválido para esse fim.

Busque a linha certa de crédito

Terminada a lista de opções que podem permitir a busca por crédito sem peso na consciência, nós vamos trazer aqui 3 dicas muito importantes para você que está nessa situação: a linha de crédito certa, onde encontrar o empréstimo e quanto comprometer da renda. Vamos lá. 

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Nesse primeiro ponto, saiba que para cada caso pode ter uma linha de crédito ideal. No geral, sempre que for possível, opte pelo empréstimo consignado, pelo empréstimo com garantia ou pelo empréstimo pessoal. Mas há casos em que outros empréstimos podem ser mais viáveis.

Por exemplo, se for empreender, o empréstimo para microempreendedores tem taxas menores. Já para quem vai reformar, saiba que há empréstimos focados nisso também. E tem ainda o empréstimo estudantil, que muitos bancos oferecem, com taxas mais justas. 

Como encontrar um empréstimo ideal

Já sobre como encontrar o crédito ideal para você, a dica é lembrar das plataformas digitais, que tem feito um papel importante nesse tema. Hoje em dia, você pode entrar em sites ou baixar aplicativos que fazem uma verdadeira varredura em bancos e instituições.

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Assim, eles indicam os melhores resultados para o seu perfil e a sua necessidade. Até mesmo porque dá para encontrar o crédito em bancos menores e médios, além dos grandes. Mais do que isso, geralmente, nesses casos, as taxas são melhores e menores. E com a mesma garantia.

O próprio Serasa tem esse tipo de serviço, chamado de e-Cred. Além dele, há outras empresas que possuem justamente essa função: de pesquisar os planos e opções em vários bancos, financeiras, startups, o que torna o leque de resultados muito maior e você pode encontrar o ideal para você. 

Quanto dá para comprometer da renda?

Já chegando ao fim do texto é legal saber que tem uma regra que é comum na opinião de praticamente todos os consultores e especialistas financeiros que é sobre o percentual máximo a ser “ocupado” pela parcela do empréstimo. 

Eles concordam em falar que não se deve comprometer mais do que 30% de todo salário, de toda renda. Portanto, se você já tem dívidas e empréstimos, que chegam nesse limite, o ideal é que quite as dívidas antigas primeiro, antes de fazer um novo contrato de crédito.