Aprenda a usar a planilha para organizar suas finanças pessoais

Você acha que está gastando demais? Ou pensou que esse mês não daria conta de pagar todos os boletos? Aliás, você sabe exatamente qual é a sua renda mensal? Todas essas questões são importantes e imprescindíveis para quem que se organizar melhor com as finanças. 

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No entanto, pouca gente sabe como fazer isso. E na maioria das vezes correm para as plataformas de aplicativos para encontrarem algo que funcione como “aplicativo de controle de gastos” ou “aplicativo de organização financeira”. E as vezes até encontram. 

Aprenda a usar a planilha para organizar suas finanças pessoais
Foto: (reprodução/internet)

O problema é que raramente esses programas, por mais intuitivos que sejam, vão conseguir atender toda a necessidade e particularidade de cada pessoa. Nesse caso, uma boa dica é dar um passo atrás e usar uma planilha financeira, que pode ser criada no próprio Excel. 

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Porém, se você não sabe como criar esse documento, se não sabe como usar a planilha ou para que ela serve, continue lendo. A gente vai explicar cada um desses passos nos próximos tópicos. 

Saiba criar a própria planilha financeira

Na internet há vários modelos prontos de planilhas financeiras. E a verdade é que muita gente usa esses moldes pela facilidade de serem preenchidos. De todo modo, há quem opte por criar as próprias regras. Ou melhor, o próprio documento.

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Isso traz a vantagem da personalização. Agora, é preciso que se tenha um mínimo de conhecimento sobre as fórmulas do Excel para conseguir um resultado final adequado. Afinal, se você não souber fazer isso pode ser que o trabalho fique mais manual do que anotar no papel, ok?

Por outro lado, se você tem esse mínimo de conhecimento, pense em um passo a passo que começa por definir linhas, colunas, abas. Depois, crie as seções e use categorias. Lembre-se também de títulos, negritos e cores. O melhor é pensar em gastos e receitas, sempre. 

Assim sendo, para que não percamos muito tempo aqui vamos deixar abaixo um vídeo do pessoal do Dinheiro que mostra todos os passos para criar uma planilha financeira pessoal. Você poderá assistir depois que ler esse texto. 

Como funciona uma planilha financeira

De modo simples, uma planilha financeira deve envolver os gastos. Assim, independente se estamos falando de uma criação própria ou de um modelo pronto, saiba que você terá um campo para incluir os seus gastos. Aqui é que entra um dos diferenciais. 

Dependendo da sua formatação é possível incluir os gastos por categorias, o que é muito bacana para você ter uma ideia geral de como está indo o seu orçamento em cada área da vida. Essa visão geral, lá na frente, vai fazer grande diferença. 

Basicamente, você vai poder incluir os gastos com alimentação, com educação, com as contas de casa, no cartão de crédito. Essas opções costumam entrar em gastos fixos, que são aqueles que pouco se alteram em cada mês.

E um próximo campo, você também terá a área de gastos variáveis. Nesse caso, você poderá pensar em compras de roupas, gastos com lazer e outras coisas que não são fixas, ou seja, mês a mês. Para quem não faz isso ainda, saiba que anotar os gastos é uma prioridade.

A atualização constante

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Foto: (reprodução/internet)

Cada pessoa vai usar de uma forma melhor para manter a planilha sempre atualizada. Aliás, a planilha orçamentária só vai funcionar se você fazer essa atualização, ok? Sem ela, nada fará sentido e a planilha, que até poderia ser um aplicativo, será inválida. 

Bom, o que é legal dizer aqui é que cada pessoa prefere atualizar em um tempo, de uma forma. Há quem registre a compra no mesmo instante em que a faz. Há quem opte por guardar os comprovantes e anotar tudo no fim de semana e assim por diante.

Outro ponto interessante é que no começo, se você nunca usou uma planilha antes, você poderá precisar fazer adaptações nas tabelas, linhas e colunas. E tudo bem, afinal, as planilhas do Excel possuem essa vantagem. Assim, você terá um documento que é a sua cara. 

Agora, o que não dá é para mudar as fórmulas, mesmo que inconscientemente. Se não, você vai adicionar um gasto que pode não ir para a conta final. Nesse caso, a conta não vai bater quando o fim do mês chegar, hein. Então, tome sempre esse cuidado. 

Por fim, para fazer essa atualização ou adaptação constante, a dica é manter o documento na nuvem. Isso permite que ele possa ser acessado de onde você estiver e de várias plataformas, como pelo celular, pelo notebook, em casa, fora de casa, etc. 

O que fazer com a planilha financeira

De modo objetivo, a gente ficou sabendo sobre as funções da planilha, que começa pela anotação dos gastos. Agora, vem a próxima pergunta: o que se deve fazer com esse documento? Obviamente, a grande serventia dele está em ajudar você a entender as contas.

Como assim, entender as contas? Isso também é fácil entender, então, preste atenção. Ao anotar todos os gastos, você vai ter uma visão geral de como anda a sua vida financeira. Se está gastando mais do que tem de renda, isso é péssimo, por exemplo.

Logo, avaliar a receita e os gastos é uma ótima forma de se manter equilibrado com as contas em dia e sem entrar em dívidas. Mas, não é só isso. A partir desse controle financeiro você terá mais possibilidades de pensar em projetos futuros e construir ruma vida rica. 

Vamos à um exemplo clássico. Aliás, um não, vários. Vai chegar em um momento da vida que você vai começar a pensar em viajar mais, em pagar a escola do filho, em comprar um carro mais novo, em se aposentar melhor... E isso tudo vai envolver essa visão geral das contas. 

Os 3 melhores usos para a sua planilha

Dessa forma, como você já aprendeu a usar a planilha para organizar suas finanças pessoais, agora podemos incluir nesse texto mais 3 tópicos. Sendo que cada um deles vai dizer sobre como esse documento será útil para projetar o seu futuro, continue lendo para descobrir.

1 – O planejamento

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Foto: (reprodução/internet)

A partir da criação da sua planilha, você poderá se planejar melhor para os próximos meses. Sendo assim, você terá mais capacidade de entender se está gastando demais ou mais do que deveria, por exemplo. Ou poderá ver se o seu salário está muito baixo ou os gastos altos.

Então, após uns 3 meses que você iniciou a anotação dos gastos já dá para se perguntar: “o que fazer daqui para frente”. Assim, pode ser a que sua resposta passa por “pagar as dívidas” ou simplesmente diga algo como “juntar dinheiro para viajar”. 

Essa visão do futuro vai ser importante para os próximos tópicos também, entenda. 

2 – A economia

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Foto: (reprodução/internet)

A partir do momento que você começou a se planejar, agora é a hora de cortar gastos. Raramente, as pessoas não precisam passar por essa etapa. Enquanto isso, na grande maioria das vezes, as reduções se fazem necessárias. 

Assim sendo, se você quer viajar no próximo ano e precisa poupar R$ 300 mensais, o que fazer? Poupar esse dinheiro, oras. Mas, e se não sobra? Então, você tem que dar um jeito. Geralmente, esse jeito está em cortar gastos mesmo. 

Nesse caso, não tente ver tudo com uma visão de restrição, ok? Algumas pesquisas já mostraram que diminuindo algumas contas, você já pode poupar 30% dos gastos. Isso inclui diminuir o pacote de telefonia, fazer compras mais conscientes e por aí vai. 

3 – As prioridades

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Foto: (reprodução/internet)

A última dica, que talvez seja a mais importante de todas, tem a ver com as suas prioridades. Ou seja, para que você consiga realizar sonhos ou faça economias, você terá que saber o que é, de fato, importante e essencial para você. 

Dificilmente você vai conseguir ter uma vida do jeito que quer ganhando o salário do mês. Mesmo que a renda seja acumulada com a de outras pessoas, as contas podem estar mais caras do que as receitas, o que é um problema. 

Mas, se você tem objetivo na vida, independente de qual seja, então, ele tem que ser priorizado. Tomar café na padaria todas as manhãs não seja uma necessidade, certo? Se diminuir a frequência, você pode ter um dinheiro a mais para custear a viagem, por exemplo.

Dica de ouro – a anotação manual

Conforme a opinião dos especialistas e economistas focados na educação financeira, saiba que anotar os gastos manualmente, mesmo que seja na planilha, no papel ou no aplicativo, faz toda diferença. Essa diferença está ligada ao conhecimento dos valores e interesse pelo orçamento.

O que quer dizer que hoje tem programas que permite uma sincronização da conta bancária e do cartão de crédito com aplicativos que fazem a conta toda sozinhos e sem precisar anotar. Isso é prático, é verdade. Porém, afasta o usuário do conhecimento sobre os valores. 

Sendo assim, observar os preços, os valores e os gastos, por mais simples que pareça, pode ser uma ótima forma de você começar a dar mais valor no seu dinheiro. Afinal, quando você vê um comprovante com R$ 120 que você gastou na pizza, você se espanta. Mas, se você fosse direto par ao app, você nem notaria, não é verdade?