Eletrobrás inicia estudos para concretizar a privatização

Nesta quinta-feira, a Eletrobrás, empresa brasileira de energia elétrica, deu uma informação bastante relevante à imprensa, que trata sobre o atual chefe do governo, presidente Jair Bolsonaro. Ele deu sinal verde para que sejam realizados estudos a respeito da privatização da companhia.

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O governo espera que ainda em 2019 seja definido o modelo que será adotado para a privatização de forma que, logo em seguida, o processo já seja executado. Com forte influência do neoliberalismo, essa é mais uma desestatização orquestrada pela administração de Bolsonaro.

Essa não será uma tarefa muito fácil, já que o governo enfrenta alguma resistência sobre esse assunto.  Ao que tudo indica, a decisão já está tomada e nos resta aguardar as cenas dos próximos capítulos.

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Eletrobrás
Foto: (reprodução/internet)

Eletrobrás já ganhou crédito com as novidades

Os estudos a serem realizados nos próximos dias visa fazer com que o processo possa acontecer com um aumento de capital social, mediante subscrição pública de ações ordinárias da Eletrobrás ou de eventual empresa resultante de processo de reestruturação.

Segundo a nota dada pela Eletrobrás à Comissão de Valores Mobiliários - CVM, o Congresso Nacional tem grande estima pelo processo de desestatização da empresa. O autor do comunicado foi Wilson Ferreira Júnior, atual presidente da empresa.

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Wilson e Bolsonaro estiveram juntos ontem em uma reunião agendada para tratar do assunto. Após as novidades oriundas do encontro entre os presidentes, houve um aumento no valor das ações ordinárias (PN) da companhia. A máxima foi histórica, fechando no valor de R$ 42.11 em avanço percentual de 6,9%.

Tornar a Eletrobrás uma empresa privada é um objetivo bem antigo do governo brasileiro, que iniciou após o impeachment de Dilma Rousseff. Foi assim que Michel Temer iniciou seu mandato presidencial que as especulações acerca do assunto já começaram a acontecer. Como não deu tempo, a tarefa acabou ficando para Bolsonaro.

Já existem planos para a receita a ser gerada

Há um tempo atrás, a previsão do governo para a receita que seria gerada com a desestatização era cerca de 12 bilhões de reais. Porém, Bento Albuquerque, que é o ministro de Minas e Energia, não garante esse valor. Segundo afirmação recente de Albuquerque, o valor dessa operação pode variar e depende especialmente das condições de mercado no momento da manobra.

No entanto, a receita gerada com a venda das ações da Eletrobrás já tem um destino definido. A intenção é fazer um pagamento ao Tesouro Nacional de bônus de outorga visando uma troca de renovação por mais 30 anos. Além da troca, também serão negociadas condições contratuais mais favoráveis de algumas antigas hidrelétricas da empresa.

Todo cuidado é pouco

A privatização da Eletrobrás será realizada de forma bem cautelosa. Para isso, estão sendo consideradas cinco formas diferentes de efetivar o procedimento. Isso é o que diz algumas fontes que possuem conhecimento no assunto.

Uma das ideias que estão sendo avaliadas é a possível capitalização de uma subsidiária da empresa que possui participação em outras companhias do segmento de energia, como a Eletropar. Se essa for a alternativa escolhida, a holding em si continuará preservada.

Dessa forma, a Eletropar iria conseguir englobar a empresas mais relevantes de geração e transmissão da Eletrobrás. Entre elas, a Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul. Com isso, a estatal possuiria menos da metade da Eletropar. Por outro lado, a participação em ativos que não serão privatizados, continuaria integral.