Entenda o desconto no Tesouro Direto e taxa de cobrança de custódia cobrada em julho

Todos os investidores do Tesouro Direto precisam ficar atentos à cobrança da taxa de custódia, que vai acontecer no mês de julho. É preciso ter dinheiro na conta para não ficar negativado ou usar o cheque especial.

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A cobrança será de 0,125% sobre o total aplicado e o valor será descontado diretamente da conta do cliente do banco, independente se é um banco privado, público ou uma corretora de investimentos.

O desconto será feito na conta que comprou os títulos e é muito importante ter saldo para pagar a taxa. A taxa de custódia é cobrada a cada 6 meses, portanto, é semestral. Entenda mais sobre ela.

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Fonte: (Reprodução/Internet)

Para entender mais sobre como funciona essa cobrança e por que ela existe, continue lendo.

O que é a taxa de custódia cobrada pelo Tesouro

Ela totaliza 0,25% ao ano, sendo que é feita em duas parcelas de 0,125%. O destino final da taxa de custódia é a B3, a bolsa de valores do Brasil.

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É a B3 que guarda os títulos e tem as informações dos investidores. Portanto, é como uma taxa de administração da bolsa. Essa é a única taxa que é obrigatória de ser paga por quem investe no Tesouro Direto.

Isso sem considerar as taxas dos bancos e corretoras. Mas, para esse tipo de investimento, a maioria dos bancos e corretoras não fazem a cobrança. Também é preciso lembrar que existe o imposto de renda, que é cobrado sobre os rendimentos. Entenda abaixo.

Outros impostos cobrados

O valor da incidência do imposto de renda depende de uma tabela regressiva – sendo que quanto mais tempo de investimento, menor a taxa. Além disso, tem outro imposto, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O IOF é um imposto que só é cobrado para quem investe no Tesouro, ou outras aplicações, por um período menor do que 30 dias.

Como saber qual será o valor do desconto

Para os novos investidores do Tesouro Direto, que começaram a investir em 2019, a cobrança vai ser proporcional ao período em que o título foi mantido.

E tem uma regra: se a taxa paga fica abaixo dos R$ 10, o Tesouro não vai descontar agora. O valor será jogado para frente e acumulado à próxima cobrança, que ocorrerá em janeiro de 2020.

Se você não tem certeza do valor de desconto que terá, saiba que dá para fazer essa consulta no site do Tesouro Direto. Por lá, basta inserir o seu número de CPF completo e a sua senha – que é a mesma usada para comprar os títulos.

O passo a passo é simples:

  1. Basta ir até consultar;
  2. Depois em taxa de administração semestral;
  3. Selecione a sua instituição financeira;
  4. Coloque o período do primeiro semestre de 2019.

Como investir no Tesouro - Vídeo

Para quem não conhece o Tesouro Direto, trata-se uma opção de investimento do Tesouro Nacional, que tem títulos públicos. Eles são destinados, na maior parte, para o longo prazo. Confira mais no vídeo abaixo.

Há quem use também o investimento para reserva de emergência, já que há opções que mantém o poder de compra do investidor no curto prazo. As aplicações partem de R$ 30 e é preciso ter um intermediador que pode ser um banco ou uma corretora de investimentos.