Número de vítimas de fraudes financeiras chega aos 12 milhões

Recentemente, foi divulgada uma pesquisa pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas - CNDL a respeito de fraudes financeiras. De acordo com o levantamento, esse tipo de golpe está atingindo um número cada vez maior de brasileiros.

A modernização dessas fraudes está sendo ainda mais recorrente com as inúmeras possibilidades oferecidas pelo avanço tecnológico. Além disso, as oportunidades surgem com mais facilidade para aplicar métodos inusitados.

Com o aumento do uso de redes sociais e meios eletrônicos para pagamentos de contas, os golpes tem ficado cada dia mais recorrentes. É importante ficar atento para evitar situações constrangedoras.

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Fonte: reprodução/internet

Cuidados básicos para evitar as fraudes

José César da Costa, que é o atual presidente da CNDL, faz um adendo muito importante a respeito desta problemática.

“O comércio eletrônico tem crescido consistentemente no Brasil, em grande medida, devido a uma combinação entre diversidade, preços competitivos, comodidade e segurança nos mais diversos segmentos de consumo.”

Com isso, o cuidado do brasileiro ao utilizar estes meios para realizar as suas compras necessita ser dobrado. Porém, não é isso o que vem acontecendo. É possível perceber que os cuidados necessários são básicos.

Um exemplo disso é a dica de estar sempre atento àquelas ofertas que estão muito abaixo dos valores comuns. Até mesmo em uma loja física a desconfiança surgiria, mas um falso entendimento de que na internet as coisas são mais baratas tem provocado o engano do consumidor.

Conheça alguns dos truques mais comuns

Entre as muitas técnicas que são usadas por quadrilhas para aplicar esses golpes, existem alguns que são mais frequentes. Entre eles, o que lidera a popularidade é o não envio de algum item comprado.

Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados já caíram nessa jogada. Após esse grupo, estão aqueles que pagaram por um produto ou serviço que não correspondia às características fornecidas pelo vendedor, com 42% dos indivíduos.

A clonagem de cartões, sejam eles de débito ou crédito, está em terceiro lugar nesta lista, com um total de 25% dos que foram lesados. Além desses, um outro grupo é o que teve compras realizadas em seu nome através de documentos que haviam sido roubados.

Consumidores prejudicados

Essa ações criminosas trazem inúmeros prejuízos, além da perda de dinheiro, é claro. Por exemplo, foi muito comum entre os cidadãos prejudicados um aumento no nível de estresse, consequência essa que foi apontada por 52% das pessoas que passaram por esse tipo de situação.

Além disso, também foram relatados alguns casos de problemas psicológicos por 16% dos entrevistados. Entre eles estão enfermidades de depressão e ansiedade. Porém, todos esses problemas de saúde são fruto de um outro: o nome negativado.

Muitas dessas vítimas acabam perdendo grandes valores nessas negociações com desfecho fraudulento. Por isso, cerca de 30% das vítimas chegou a ter problemas com o Serasa. Um outro dado importante também é que em média 34% dos consumidores não conseguiram recuperar seu dinheiro.

Dicas para fugir dos golpes

Existem algumas medidas que podem ser adotadas para que essas fraudes financeiras não sejam mais um problema. A mais importante de todas é estar sempre atento aos sites em que se está comprando determinada mercadoria. Assegure-se de que se trata de um site confiável.

Um outro conselho é fazer uma rápida pesquisa a respeito da loja online de interesse nos sites de reclamação. Certifique-se de que a empresa é séria e comprometida com o seu cliente.

Também é importante não clicar em qualquer anúncio, pode ser que você seja direcionado a uma oferta falsa. Esteja sempre atento, em hipótese alguma forneça as informações do seu cartão de crédito ou os dados de sua conta bancária em sites de compra duvidosos.

Camila Nogueira
Camila Nogueira
Sou Camila Nogueira, editora de conteúdo no PagMundo. Produzo artigos sobre cartões de crédito, empréstimos, dicas financeiras e economia global, sempre com foco em tornar a informação clara e acessível. Tenho formação em Administração de Empresas e mais de 10 anos de experiência em comunicação digital aplicada ao setor financeiro. Meu objetivo é ajudar os leitores a tomar decisões inteligentes sobre dinheiro, consumo e oportunidades.